Comware 7: Alterando a ACL para o modo L3 em uma Interface VLAN.

A dica abaixo foi encontrada enquanto eu navegava no site http://abouthpnetworking.com/2015/02/09/comware7-routed-port-acl-packet-filter-applies-to-switched-traffic/

A configuração de uma ACL para o filtro de pacotes em uma interface VLAN em Switches com o Comware 7, mesmo que seja para fins de roteamento, poderá ter o comportamento de uma VACL (VLAN ACL), isto é, mesmo que o pacote não seja roteado entre VLANs (e o tráfego seja entre máquinas internas), o Switch validará o tráfego com a ACL e dependendo da construção das regras, o pacote poderá ser descartado indesejadamente.

Este comportamento poderá ser controlado com o comando “packet-filter filter route” dentro da interface VLAN. Isto permitirá que o administrador decida se o tráfego será filtrado somente para o tráfego roteado (L3) ou se deixará no modo default, que é o filtro do tráfego L2 + L3.

[HP] interface vlan 20
[HP-Vlan-interface20] packet-filter 3003 inbound
! Aplicando  a ACL avançada na interface VLAN
[HP-Vlan-interface20] packet-filter filter route
! Configurando a ACL para somente filtrar o tráfego roteado 
# Caso queira retornar para o modo routed+switched digite comando abaixo.
 [HP-Vlan-interface20] packet-filter filter all

Até logo.

Comware 5:  Configurando o Espelhamento de Porta ( Port Mirroring)

O espelhamento de portas é uma técnica que permite que o Switch efetue a cópia dos pacotes de rede de uma porta para outra em um Switch.

Essa técnica é bastante utilizada quando precisamos analisar o comportamento de algum servidor, como por exemplo, para identificação de vírus, acessos “estranhos”, etc.

No cenário abaixo efetuaremos a cópia do tráfego da porta do Switch que está conectada ao Roteador de Internet (como origem) para o Servidor de Análise ( como destino). A comunicação com a Internet não será afetada pois o Switch direcionará apenas a cópia!

Configuração
#
mirroring-group 1 local 
! Criando o Grupo 1 de portas para o Espelhamento
#
interface Ethernet1/0/3
stp disable
! desabilitando o Spanning-Tree da porta para não interferir na coleta
mirroring-group 1 monitor-port
!Configurando a porta para monitorar o tráfego da porta mirroring (no exemplo a porta Ethernet1/0/1)
#
interface Ethernet1/0/1
mirroring-group 1 mirroring-port both
! Configurando a Porta de origem que terá seu tráfego copiado no sentido inbound (entrada) e outbound (saída); comando both
#

Pronto! Configurações efetuadas… 
No servidor de coleta poderíamos utilizar os Softwares TCPDump, Wireshark, etc para monitorar o tráfego. No exemplo abaixo, “printamos” a tela do software NTOP (freeware) com estatísticas da coleta!

Simples, agora  é só atuar no tráfego e/ou comportamento identificados na rede….
Até logo!

Comware 7: ACL para gerenciamento Telnet

A utilização de listas de acesso (ACL) para limitar as redes que poderão efetuar o gerenciamento do Switch e/ou Roteador é uma técnica bastante utilizada para restringir os hosts que terão permissão de acesso o equipamento.

Os equipamentos com a versão 7 do Comware diferem um pouco na configuração de atribuição de uma ACL  ao acesso Telnet e SSH.

#
acl basic 2000
 rule 0 permit source 192.168.11.1 0
 rule 5 permit source 192.168.11.12 0
 rule 10 permit source 192.168.11.11 0
! ACL com os hosts com permissão de acesso
#
 telnet server enable
 telnet server acl 2000
! Habilitando o serviço Telnet e aplicando  a ACL 2000
#

Para filtrar o acesso via SSH utilize a mesma lógica.

ssh server enable
ssh server acl 2000

Vídeo: AS 8 FUNCIONALIDADES DE SEGURANÇA PARA SWITCHES QUE TODO ADMINISTRADOR DE REDES DEVERIA SABER

Existem inúmeras vulnerabilidades nos switches Ethernet e as ferramentas de ataque para explorá-los existem há mais de uma década. Um atacante pode desviar qualquer tráfego para seu próprio PC para quebrar a confidencialidade, privacidade ou a integridade desse tráfego.

A maioria das vulnerabilidades são inerentes aos protocolos da Camada 2 e não somente aos switches. Se a camada 2 estiver comprometida, é mais fácil criar ataques em protocolos das camadas superiores usando técnicas comuns como ataques de man-in-the-middle (MITM) para coleta e manipulação do conteúdo.

Para explorar as vulnerabilidades da camada 2, um invasor geralmente deve estar mesma rede local do alvo. Se o atacante se utilizar de outros meios de exploração, poderá conseguir um acesso remoto ou até mesmo físico ao equipamento. Uma vez dentro da rede, a movimentação lateral do atacante torna-se mais fácil para conseguir acesso aos dispositivos ou tráfego desejado.

No vídeo descrevemos as 8 (oito) principais funcionalidades de segurança para switches que todo administrador de redes deveria saber.

Switches ArubaOS – Espelhamento de porta / port-mirroring / SPAN

O espelhamento de porta (SPAN – Switch Port Analyzer) é uma técnica que permite que o Switch efetue a cópia dos pacotes de uma porta para uma outra porta do Switch.

Essa técnica é bastante utilizada quando precisamos analisar o comportamento da rede como por exemplo, identificação da comunicação de uma aplicação, troubleshooting, direcionar o tráfego inúmeras atividades de segurança como IDS etc.

Configurando o espelhamento de porta

Crie um “mirror” e adicione a interface a ser usada como porta para captura de pacotes. Neste caso a porta 9 será usada para receber os pacotes duplicados.

mirror 1 port 9
! Criando o Grupo 1 para o Espelhamento, vinculando a porta 9 para recebimento do tráfego capturado

Selecione a interface  que terá o tráfego duplicado e vincule ao processo do mirror. O tráfego dessas portas será copiado para a porta mirror para captura. Neste exemplo, a interface ou porta Ethernet 1 duplicará seu tráfego para o “mirror 1”.


interface 2
monitor all both mirror 1
! Configurando a Porta de origem (2) que terá seu tráfego copiado no sentido inbound (entrada) e outbound (saída); comando both para o mirror 1

Conecte um notebook à interface 9 no switch e use o wireshark, TCPDUMP ou o cliente PCAP de sua escolha para analisar o tráfego.

Switches ArubaOS : Armazenando as credenciais no arquivo de configuração (include-credentials)

Por padrão, nos Switches ArubaOS, as credenciais não são adicionadas ao arquivo de configurações, com o objetivo de proteger a sua visualização.

Caso haja o desejo de visualizá-las no arquivo de configuração, será necessário habilitar o comando include-credentials, permitindo assim visualizar no arquivo de configuração, como também apagá-las na startup-config.

Habilitando o include-credentials será possível visualizar o usuário em texto plano e a senha em hash, como por exemplo em SHA1 (sendo possível descobrir a senha utilizada utilizando ferramentas online).

Para proteger as credenciais após o include-credentials, digite encrypt-credentials para cifrar o password em aes-256-cbc, no arquivo de configuração.

Vídeo: HARDENING GUIDE – EQUIPAMENTOS HP E ARUBA (Oficial)

No vídeo compartilhamos como encontrar os documentos oficiais dos fabricantes HP e Aruba para configurações de hardening para as soluções de Switches baseados no Comware, ArubaOS, ArubaOS-CX, solução de controladora (Mobility Controller e Mobility Conductor), IAPs, SD-Branch, ClearPass, etc.

Comware – Configurando o 802.1x

O IEEE 802.1X (também chamado de dot1x) é um padrão IEEE RFC 3748 para controle de acesso à rede. Ele prove um mecanismo de autenticação para hosts que desejam conectar-se a um Switch ou Access Point, por exemplo. A funcionalidade é também bastante poderosa para vínculo de VLANs, VLANs Guest e ACL’s dinâmicas. Essas informações são enviadas durante o processo de autenticação utilizando o RADIUS como servidor. As funcionalidades do 802.1x permitem por exemplo, que caso um computador não autentique na rede, a máquina seja redirecionada para uma rede de visitantes etc.

O padrão 802.1x descreve como as mensagens EAP são encaminhadas entre um suplicante (dispositivo final, como uma máquina de um usuário) e o autenticador (Switch ou Access Point), e entre o autenticador e o servidor de autenticação. O autenticador encaminha as informações EAP para o servidor de autenticação pelo protocolo RADIUS.

Uma das vantagens da arquitetura EAP é a sua flexibilidade. O protocolo EAP é utilizado para selecionar o mecanismo de autenticação. O protocolo 802.1x é chamado de encapsulamento EAP over LAN (EAPOL). Atualmente ele é definido para redes Ethernet, incluindo o padrão 802.11 para LANs sem fios.

Os dispositivos que compõem a topologia para o funcionamento do padrão 802.1x são:

Suplicante (Supplicant): um suplicante pode ser um host com suporte a 802.1x com software cliente para autenticação, um telefone IP com software com suporte a 802.1x etc.

Autenticador (Authenticator): Dispositivo (geralmente o Switch, AP, etc) no meio do caminho que efetua a interface entre o Autenticador e o Suplicante. O autenticador funciona como um proxy para fazer o relay da informação entre o suplicante e o servidor de autenticação. O Switch recebe a informação de identidade do suplicante via frame EAPoL (EAP over LAN) que é então verificado e encapsulado pelo protocolo RADIUS e encaminhado para o servidor de autenticação. Os frames EAP não são modificados ou examinados durante o encapsulamento. Já quando o Switch recebe a mensagem do RADIUS do Servidor de autenticação, o cabeçalho RADIUS é removido, e o frame EAP é encapsulado no formato 802.1x e encaminhado de volta ao cliente.

Servidor de Autenticação (Authentication Server): O Servidor RADIUS é responsável pelas mensagens de permissão ou negação após validação do usuário. Durante o processo de autenticação o Authentication Server continua transparente para o cliente pois o suplicante comunica-se apenas com o authenticator. O protocolo RADIUS com as extensões EAP são somente suportados pelo servidor de autenticação.

  1. O suplicante envia uma mensagem start para o autenticador.
  2. O autenticador envia uma mensagem solicitando um login ao suplicante.
  3. O suplicante responde com o login com as credenciais do usuário ou do equipamento.
  4. O autenticador verifica o quadro EAPoL e encapsula-o no formato RADIUS, encaminhando posteriormente o quadro para o servidor RADIUS.
  5. O servidor verifica as credenciais do cliente e envia uma resposta ao autenticador com a aplicação das políticas.
  6. Baseado ne mensagem da resposta, o autenticador permite ou nega o acesso à rede para a porta do cliente.

Exemplo de Configuração em Switches HP baseados no Comware

Neste, post forneceremos apenas a configuração de um Switch HP com o Comware 5. As configurações do suplicante e do Servidor de autenticação devem ser verificadas na documentação dos seus respectivos SO.

Passo 1: Configure o servidor RADIUS 
radius scheme <nome do radius scheme>
primary authentication <ip do servidor> key <chave>
! Configure o IP do servidor RADIUS e a chave
user-name-format without-domain
! o formato do nome de usuário sem o envio do @dominio
nas-ip <endereço IP do Switch>
! O NAS-IP permite forçar o IP para as mensagens trocadas entre o Switch e RADIUS
quit

Passo 2: Configure o Domínio
domain <nome do domain>
authentication lan-access radius-scheme <nome do radius scheme>
authorization lan-access radius-scheme <nome do radius scheme>
! Configurando a autenticação e a autorização do acesso a LAN
quit

Passo 3: Configure o 802.1x globalmente no Switch
dot1x
dot1x authentication-method eap

Passo 4: Configure o dot1x nas portas do switch
interface GigabitEthernet 1/0/x
dot1x
! A porta utiliza o modo auto do 802.1x e solicita autenticação

Referências

CCNP Security SISAS 300-208 Official Cert Guide, Cisco Press 2015, Aaron Woland and Kevin Redmon
http://blog.ccna.com.br/2009/02/25/pr-o-que-e-8021x/
https://tools.ietf.org/html/rfc3748
http://certifiedgeek.weebly.com/blog/hp-comware-and-wired-8021x

Até logo!

Comware: Reset de senha via SNMP

O Paulo Roque nos enviou um procedimento muito bacana para acesso à console de um Switch HP baseado no Comware com o IRF configurado quando não se tem a senha do equipamento, mas a community SNMP ainda é conhecida (o procedimento também funciona em Switches não configurados com o IRF).

Para executar esse procedimento precisaremos de:

  • um servidor para coleta e configuração do Switch via SNMP
  • um servidor para transferência de arquivos que utilize o serviço FTP.
  • máquina para acesso via console.

Para facilitar o exemplo, o nosso cenário incluirá todos os serviços instalados em uma só máquina, conforme desenho abaixo.

A máquina 192.168.1.40 está com o serviço SNMP e  FTP instalados , além do cabo console diretamente conectado do notebook ao Switch.

  1. Teste  a conectividade com o Switch via SNMP
# snmpwalk -v 2c -c pri123 192.168.1.1 .1.3.6.1.2.1.1

SNMPv2-MIB::sysDescr.0 = STRING: H3C Comware software. H3C S12508 Product Version 
S12500-CMW520-R1728P01. Copyright (c) 2004-2012 Hangzhou H3C Tech. Co., Ltd. All rights reserved.
SNMPv2-MIB::sysObjectID.0 = OID: SNMPv2-SMI::enterprises.25506.1.391
DISMAN-EVENT-MIB::sysUpTimeInstance = Timeticks: (1672958598) 193 days, 15:06:25.98
SNMPv2-MIB::sysContact.0 = STRING: NOC-teste @ +55 11 aaaa bbbb
SNMPv2-MIB::sysName.0 = STRING: Switch-teste
SNMPv2-MIB::sysLocation.0 = STRING: Hangzhou, China
SNMPv2-MIB::sysServices.0 = INTEGER: 78
  1. Faça o download da configuração do Switch para o servidor FTP
#snmpset -v 2vc -c pri123 192.168.1.1 \
1.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.2.2 i 3 \
1.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.3.2 i 1 \
1.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.4.2 s aa.cfg \
1.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.5.2 a 192.168.1.40 \
1.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.6.2 s ftpuser \
1.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.7.2 s 123senha \
1.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.9.2 i 4

O Sistema irá returnar a seguinte informação:

iso.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.2.2 = INTEGER: 3
iso.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.3.2 = INTEGER: 1
iso.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.4.2 = STRING: "aa.cfg"
iso.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.5.2 = IpAddress: 192.168.1.40
iso.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.6.2 = STRING: "ftpuser"
iso.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.7.2 = STRING: "123senha"
iso.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.9.2 = INTEGER: 4
  1. Ao efetuar o download do arquivo, caso o Switch não esteja configurado com a autenticação por TACACS/RADIUS, abra o arquivo de configuração e veja se a senha foi configurada como não-cifrada. Nesse caso,  se for possível detectar a senha, descarte todos os processos abaixo  e faça a autenticação no Switch com  a senha escrita no arquivo de configuração.

Se o procedimento acima não resolver para efetuar a autenticação ao Switch, continue com os passos abaixo para alterar a configuração corrente do Switch via SNMP e assim desabilitar o processo de autenticação da console do equipamento

  1. Crie um arquivo chamado “passreset.cfg” e insira a seguinte configuração:
user-interface aux 0 1
 authentication-mode none

obs: o nome do arquivo é apenas sugestivo

  1. Salve o arquivo no servidor FTP
  2. Utilize o servidor FTP para transferência do arquivo para o Switch  e via snmpset  envie os atributos abaixo via SNMP para o Switch (o equipamento irá solicitar o download da configuração ao servidor ftp pela instruções utilizadas via SNMP).
# snmpset -v 2c -c pri123 192.168.1.1 \
1.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.2.3 i 4 \
1.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.3.3 i 1 \
1.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.4.3 s passreset.cfg \
1.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.5.3 a 192.168.1.40 \
1.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.6.3 s ftpuser \
1.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.7.3 s 123senha \
1.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.9.3 i 4

O Sistema irá retornar as seguintes informações:

iso.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.2.3 = INTEGER: 4
iso.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.3.3 = INTEGER: 1
iso.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.4.3 = STRING: "passreset.cfg"
iso.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.5.3 = IpAddress: 192.168.1.40
iso.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.6.3 = STRING: "ftpuser"
iso.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.7.3 = STRING: "123senha"
iso.3.6.1.4.1.25506.2.4.1.2.4.1.9.3 = INTEGER: 4

O comando snmpset permitirá que o Switch faça o download do arquivo passreset.cfg do FTP e assim aplicar as configurações na configuração corrente (memória RAM [current-configuration]) sem alterar as outras configurações do equipamento.

Nesse caso, será removida a autenticação da console, permitindo o acesso como administrador ao Switch.