Switches ArubaOS – Protocolo LLDP

O protocolo LLDP(802.1AB) permite que dispositivos de rede como Servidores, Switches e Roteadores, descubram uns aos outros. O LLDP opera na camada de enlace do modelo OSI (camada 2) permitindo que informações básicas como hostname, versão do Sistema Operacional , endereço da interface, entre outros, sejam aprendidas dinamicamente por equipamentos diretamente conectados.

Com o LLDP podemos fazer o mapeamento de quais equipamentos conectam entre si e em quais portas, como também o aprendizado dinâmico para configurações de voice vlan, etc.

O mais bacana do Link Layer Discovery Protocol (LLDP) é a integração entre equipamentos de diversos fabricantes;

Para habilitar o LLDP em Switches ArubaOS digite:

Switch(config)# lldp run

Para desabilitar utilize o comando “no”:

Switch(config)# no lldp run

Para visualizar os dispositivos detectados digite show lldp info remote-service:

Switch# show lldp info remote-device

 LLDP Remote Devices Information

  LocalPort | ChassisId                 PortId PortDescr SysName
  --------- + ------------------------- ------ --------- ----------------------
   23       | SW_LAB_DIEGO.internal... Fas...
   23       | 0c 27 24 0b 82 aa         Fa0/47 FastEt... SW_LAB_DIEGO.inter...
   24       | SW_LAB_ DIEGO.internal... Fas...
   24       | 0c 27 24 0b 82 aa         Fa0/48 FastEt... SW_LAB_DIEGO.inter...

Para visualizar as informações locais:

Switch(config)# show lldp info local-device
 LLDP Local Device Information
  Chassis Type : mac-address
  Chassis Id   : a0 1d 48 37 a2 e7
  System Name  : Switch
  System Description : HP J9773A 2530-24G-PoEP Switch, revision YA.16.10.00...
  System Capabilities Supported: bridge
  System Capabilities Enabled: bridge
  Management Address  :
     Type: ipv4
     Address: 192.168.100.8

Até logo!

Resumo sobre FC e FCoE para administradores de rede local (LAN)

Um administrador de rede habituado a lidar com endereços MAC e IP,
muitas vezes encontra dificuldade para aprender e se adaptar a conceitos do mundo SAN (Storage Area Network). O fato é que alguns switches convergentes permitem a configuração de funcionalidades que antes eram exclusivas às redes de storage e, agora, são embutidas em switches Ethernet, permitindo o encaminhamento de tráfego FC e FCoE nesses switches “Ethernet” convergentes.

Terminologia

Fabric

Um Fabric Channel Fabric é simplesmente uma rede contém um ou mais switches Fibre Channel. Se houver apenas um switch, ele é um Fabric. Em grandes redes é possível conectar diversos switches em uma topologia provendo alto throughput e disponibilidade.

Initiator

 Um initiator é uma máquina cliente de um storage que é um servidor com uma interface chamada de HBA (Host Bus Adapter). O initiator inicia a conexão ao Fabric para uma ou mais portas conectadas a rede, chamada de target ports.

Target

 Os Targets são portas de um storage que fornecem volumes de armazenamento (chamados de target devices ou LUNs) para os initiators.

WWN

 Em uma rede Fibre Channel é utilizado um identificador para as portas/dispositivos, chamados de WWN ou World Wide Name.  Assim como um endereço MAC para uma porta ethernet (NIC) que possui um endereço único, cada porta FC possui um endereçamento de 64 bits WWN.

Os dois tipos de WWNs são, node (nó) WWN (nWWNs) e port (porta) WWN (pWWNs):

Os nWWNs definem os equipamentos. Cada HBA, array controller, switch gateway, e drive de disco FC tem um único nWWN.

Os pWWNs identificam cada porta em um equipamento. Então uma HBA de duas portas possui 3 WWNs, um para nWWN e uma pWWN para cada porta.

Os nWWNs e pWWNs são ambos necessários em razão dos dispositivos terem múltiplas portas. Em um equipamento com uma única porta o nWWN e o pWWN podem ser o mesmo endereço. Em equipamentos com diversas portas, o pWWN é utilizado para identificar cada porta, pois cada porta é um caminho único para os dados.

FCID

 Os endereços FCIDs são dinamicamente adquiridas as portas dos equipamentos initiator e target, utilizados para encaminhados dos dados em um Switch Fabric.

Uma boa prática na implementação é que initiator não fala com initiator e dispositivos target não comunica com outro target.

Zoning

Para estabelecer a comunicação entre um initiator e um target em um Fabric é necessário a configuração desses dispositivos em zonas – e essa configuração é mandatória. O gerenciamento de um Fabric inclui a restrição de acesso para grupo de initiators e targets através de zoning.

Zonesets

Zoneset são um grupo de zonas que precisam ser ativadas no Fabric. Quando uma mudança é feita em uma zona, é necessário reativar o zoneset para que a configuração se torne ativa no Fabric. É possível ter múltiplos zonesets, mas somente um pode ser ativo por vez. Dessa forma é possível configurar o switch, configurando novas zonas e zonesets e então fazer a configuração de ativação em uma data posterior.

VSANs

Uma Virtual Storage Area Network (VSAN) permite dividir uma SAN física em múltiplas VSANs, fornecendo segurança, escalabilidade e serviços mais flexíveis. Assim como uma VLAN, divide um switch Ethernet em diversas redes locais, o uso de VSANs permite que um switch faça a separação de uma SAN em diversas SANs virtuais.

Para limitar o escopo de comunicação entre initiators e targets é configurado diversas zonas. Basicamente podemos fazer a associação de que cada zoneset é uma ACL e cada zona uma entrada de uma ACL.

A configuração dos switches SAN é basicamente direcionada na comunicação de: quais initiator ports podem comunicar com quais target ports, em uma comunicação “um-pra-um” (boas práticas).

O processo de configuração de quais initiators podem acessar volumes específicos de armazenamento/LUNs, são controlados e configurados dentro do storage system ou appliance e isto é fora do escopo da configuração de um Fabric. O processo de configuração de acesso ao volume do storage é chamado de LUN masking, que é o mapeamento dos volumes de storage para portas WWNs dos initiators.

Referência

Understanding FC (and FCoE) fabric configuration in 5 minutes or less.

Switches ArubaOS-CX – Guia Rápido de Configuração

Para aqueles que estão começando a gerenciar equipamentos ArubaOS-CX criamos uma lista de comandos para instalação e configuração; os scripts são simples e bastante úteis!

Algumas funcionalidades podem ser configuradas de diferentes maneiras, mas tentaremos ser o mais abrangente possível nos scripts abaixo:

Acessando o modo de Configuração Global

ArubaOS-CX# configure terminal
ArubaOS-CX(config)#

Auto confirmação

ArubaOS-CX#   auto-confirm      
! Desabilita a confirmação de usuário e executa a operação sem exibir “confirmação” de yes ou no no prompt”

Configurando o nome do Switch

ArubaOS-CX(config)# hostname Switch
Switch(config)# 

Configuração de VLANs

Switch(config)# vlan 2
Switch(config-vlan-2)# name estudantes

Mostrando quais as VLANs que existem no switch

show vlan

Definindo o IP para a VLAN 1

Switch(config)# interface vlan 1
Switch (config-if-vlan)# ip address 10.0.11.254/24
Switch (config-if-vlan)# no shutdown
Switch (config-if-vlan)# exit

Definindo IP para uma porta

Switch(config)# Interface 1/1/10
Switch(config)# no shutdown
Switch(config)# routing
Switch(config)# ip address 192.168.20.1/24

Configurando o default gateway

Switch(config)# ip route 0.0.0.0/0 192.168.0.254

Configurações de portas como acesso

Switch1(config)# interface 1/1/1
Switch1(config-if)# no shut 
Switch1(config-if)# no routing 

Colocando uma descrição na porta

Switch1(config)# interface 1/1/1
Switch1(config-if)# description Uplink_Aggregation
Switch1(config-if)#exit

VLAN
Adicionando uma VLAN em uma porta de acesso

Switch(config)# interface 1/1/2
Switch(config-if)# vlan access 2

Adicionando VLANs em uma porta de uplink (as VLANs necessitam estar previamente configuradas)

Switch(config-if)# vlan trunk  allowed all

ou

Switch (config-if)# vlan trunk  allowed 1-2
!Utilizando uma lista de VLANs

Configurando usuário e senha

Switch(config)# username admin password

Interface de gerenciamento

Switch(config)# interface mgmt
Switch(config)# ip static 192.168.1.254/24
Switch(config)# no shutdown
Switch(config)# default-gateway 192.168.1.1
Switch(config)# exit
Switch# show interface mgmt
Switch# ping 192.168.50.1 vrf mgmt

Configurando o acesso HTTP / HTTPS / SSH ao switch Aruba CX

Switch(config)# http vrf mgmt
Switch(config)# https vrf mgmt
Switch(config)# ssh vrf mgmt

Habilitando o spanning tree protocol

Switch(config)# spanning-tree

Configurando prioridade no STP

Configurando o switch como root bridge do STP. 

Switch (config)# spanning-tree priority 0

Criando um LINK AGGREGATION

interface lag 20
    no shutdown
    no routing
    vlan trunk allowed all
    lacp mode active
interface 1/1/23
    no shutdown
    lag 20
interface 1/1/24
    no shutdown
    lag 20

Syslog

Switch (config)# logging 10.1.1.1 

NTP Client

Switch(config)# ntp server 192.168.50.100 vrf mgmt
Switch(config)# ntp enable

Salvando as configurações do Switch

Switch # write memory

Apagando todas as configurações do Switch

erase startup-config

Comandos show

show interface brief
show ip interface brief
! Mostrando um resumo de TODAS as interfaces
show interface transceivers
! Exibe o tipo de transceiver conectado, part number e número serial
show running-config
! Mostrando a configuração do Switch atual
show spanning-tree
! Mostrando informações do STP, quais portas estão BLOQUEADAS e FORWARDING
show mac-address-table
show arp
! Mostrando a tabela MAC e tabela ARP
show logging
! Visualizando os logs no Switch
sh ntp associations
show clock
! Visualizando NTP/hora

E vocês, possuem mais alguma sugestão de comando para os Switches ArubaOS-CX?
Sintam-se à vontade…

Switches ArubaOS-CX: IP source-interface

O commando ip source-interface define o endereço IP de origem para nas mensagens enviadas do Switches para servidores externos, como por exemplo SYSLOG, sFlow, RADIUS, TACACS, entre outros. Isso garante que todo o tráfego enviado ao recurso tenha o mesmo endereço IP de origem, independentemente de como ele sai do switch.

ip source-interface {sflow | tftp | radius | tacacs | ntp | syslog | ubt | dhcp-relay | simplivity | dns | all} {interface <IFNAME> | <IPV4-ADDR>} [vrf <VRF-NAME>]

switch(config)# ip source-interface ?
  all         All protocols
  central     Aruba Central protocol
  dhcp_relay  DHCP_RELAY protocol
  dns         DNS protocol
  ntp         NTP protocol
  radius      RADIUS protocol
  sflow       sFlow protocol
  syslog      syslog protocol
  tacacs      TACACS protocol
  tftp        TFTP protocol

switch(config)# ip source-interface all ?
  A.B.C.D    Specify an IPv4 address
  interface  Interface information

switch(config)# ip source-interface all 192.168.2.1

Até logo!

Vídeo:COMO ESCOLHER UM SWITCH DE REDE?

O mercado de TI oferece uma grande variedade de modelos de switches para os mais diversos fins.

Nesse video montamos uma lista de itens que pode te ajudar a qualificar o equipamento adequado com alguns simples pontos.

  • Perfil do equipamento;
  • Definir os ativos que conectarão ao Switch;
  • Infra;
  • Funcionalidades;
  • Throughput;
  • Integração com os equipamentos de outros fabricantes da rede ;
  • Profissionais capacitados na equipe para gerenciamento;
  • Troubleshooting;
  • Robustez/ Credibilidade do fabricante / Garantia;
  • Custo $$$;

Comware7: Convertendo uma interface 40G para 4 interfaces 10G (40 QSFP+ para 4x 10G SFP+)

É possível utilizar uma interface de 40G QSFP para fornecer quatro conexões de 10 GbE utilizando um cabo DAC breakout, como por exemplo, em switches HP/Aruba da linha 5700, 5900, Chassis com módulos de 40Gb, etc..

Isto é possível pois uma fibra de 10 Gb usa um tipo de transmissão serial onde os dados são enviados sequencialmente, um bit por vez. Uma fibra de transmissão dedicada e uma de recepção dedicada, conhecidas como um par de fibras duplex, criam o canal de 10 Gb usado para completar o circuito de dados. Velocidades de 40 Gb e mais exigem uma alternativa chamada de transmissão óptica paralela, que emprega vários pares de fibra duplex para transportar mais dados e obter velocidades mais altas. Por exemplo, a transmissão óptica paralela alcança a velocidade de 40 Gb combinando quatro pares de fibra duplex de 10 Gb para criar um canal de 40 Gb.

Por padrão ao inserir apenas o cabo 10-GE breakout a interface não será dividida automaticamente e continuará a operar como uma única interfaces. Para isso, precisamos aplicar o comando “using tengige” dentro da interface 40G e então reiniciar o módulo (ou o Switch), após esse procedimento a interface será numerada de forma diferenciada, mais ou menos como uma sub-interface, cada uma delas dedicada aos cabos 1, 2, 3 e 4.

Por exemplo, você pode dividir uma interface de 40-Gb, FortyGigE 1/1/49, em quatro interfaces Ten-GigabitEthernet 1/1/49:1 a Ten-GigabitEthernet 1/1/49:4.

Configuração

[Switch-FortyGigE1/0/49]using tengige
The interface FortyGigE1/0/49 will be deleted. Continue? [Y/N]:y
Reboot the member device to make the configuration take effect. [Switch-FortyGigE1/0/49]save force Validating file. Please wait… Saved the current configuration to mainboard device successfully. [Switch-FortyGigE1/0/49]quit
[Switch]quit
<Switch>reboot

A configuração da interface ficará assim:

 interface Ten-GigabitEthernet1/0/49:1
 #
 interface Ten-GigabitEthernet1/0/49:2
 #
 interface Ten-GigabitEthernet1/0/49:3
 #
 interface Ten-GigabitEthernet1/0/49:4
 #

[Switch]display interface brief
XGE1/0/49:1 DOWN auto A A 1
XGE1/0/49:2 DOWN auto A A 1
XGE1/0/49:3 DOWN auto A A 1
XGE1/0/49:4 DOWN auto A A 1

Para retornar a interface para o modo 40G…

[Switch]interface FortyGigE 1/0/49
[Switch-FortyGigE1/0/49]using tengige

The interface FortyGigE1/0/49 will be deleted. Continue? [Y/N]:y

Reboot the member device to make the configuration take effect.

[Switch-FortyGigE1/0/49]

Referências

https://community.arubanetworks.com/t5/Wired-Intelligent-Edge-Campus/40G-QSFP-to-Four-10G-Fibre-5412R-with-J9992A/td-p/311807

ARP (Address Resolution Protocol)

O Protocolo ARP é utilizado na comunicação entre dispositivos em uma Rede Ethernet da mesma Sub-rede com endereço IPv4. A principal função do ARP é a tradução de endereço IP em endereço MAC. O emissor encaminha em broadcast um pacote ARP contendo o endereço IP do outro host e espera uma resposta com um endereço MAC respectivo.

Após a resposta da resquição ARP, o mapeamento IP + MAC é armazenado em cache por alguns minutos. Se houver uma nova comunicação com o endereço IP mapeado na tabela ARP, o dispositivo deverá consultar o mapeamento em cache; e não encaminhará uma mensagem em Broadcast solicitando o endereço MAC. Após o  timeout do endereço, uma nova consulta é encaminhada à rede.

Formato da mensagem ARP:

  • Hardware type: Representa o Tipo de endereço de Hardware utilizado ( como por exemplo o endereço MAC). O valor 1 representa Ethernet.
  • Protocol type: Especifica o tipo de Protocolo a ser mapeado. O valor hexadecimal 0x0800 representa o IP.
  • Hardware address length e protocol address length:Representam o tamanho do endereço de Hardware e do Protocolo em bytes.
  • OP, Operation code: Especifica o tipo da mensagem ARP. O valor 1 representa uma requisição ARP e o valor 2 representa uma resposta ARP.
  • Sender hardware address: Representa o endereço de Hardware (MAC) do dispositivo que está encaminhando a mensagem.
  • Sender protocol address: Representa o endereço de Protocolo (IP) do dispositivo que está encaminhando a mensagem.
  • Target hardware address: Representa o endereço de Hardware (MAC) do dispositivo para qual a mensagem deverá ser entregue. Se o valor estiver preenchido com todos os bits em 0 (zero) significa que a mensagem é uma requisição e o valor deverá ser preenchido na resposta ARP ( se o endereço IP solicitado existir na LAN).
  • Target protocol address: Representa o endereço de Protocolo (IP) do dispositivo para qual a mensagem deverá ser entregue.

A principal vantagem do protocolo é a facilidade do mapeamento dinâmico de endereços de hardware (enlace) para endereços de rede (IP).

Para visualizar a tabela ARP dos Switches baseados no Comware digite: display arp

Type: S-Static D-Dynamic
IP Address     MAC Address   VLAN ID Port Name / AL ID Aging Type

192.168.39.52  001b-b96d-2858  4     GigabitEthernet1/0/2 13 D
192.168.38.49  001f-d0fb-7e59  4     GigabitEthernet1/0/3 14 D
192.168.39.251 001b-b96d-1671  4     GigabitEthernet1/0/2 15 D

Obs: Lembrando que os dispositivos só exibirão a tabela ARP das sub-redes que pertencem!

No próximo post citarei algumas técnicas de proteção contra Ataques ao ARP.

Até a próxima!