Comware 7: QoS – Marcação, Filas “Local Precedence” e Tabela “Mapping Table”

Os Switches Comware possuem 8 filas (0 a 7) para encaminhamento de pacotes em uma interface, para assim,  serem trabalhadas em diferentes modelos de QoS, permitindo configurar uma preferência a determinadas filas de saída em caso de congestionamento na interface.

O encaminhamento de pacotes para as filas de saída é baseado na marcação de pacotes,quadros e labels, sendo efetuado na entrada dos dados (no Switch) ou já marcados por qualquer Aplicação ou Telefone IP.

Para confiar na macação já efetuada em outro dispositivo ou aplicação digite na interface qos trust [ auto | dot1p | dscp | exp ]

[SW1-Ethernet1/0/1]qos trust ?
  auto   Trust auto
  dot1p  Trust 802.1p Precedence
  dscp   Trust DSCP
  exp    Trust EXP

Caso pretenda marcar os pacotes de entrada de uma interface baseado por protocolo/aplicação (HTTP, FTP, SAP, etc) siga os seguintes passos:

  1. selecione o tráfego com uma ACL (match),
  2. vincule  a ACL no Classifier
  3.  crie o Behavior com a marcação
  4.  vincule o Classifier com o Behavior dentro de uma policy
  5.  Atribua a policy a uma ou mais interfaces de entrada do tráfego ou VLANs.

No exemplo abaixo, mostramos a marcação do trafego HTTP com o valor DSCP 24 e o trafego de Voz com o DSCP 46. Depois, aplicamos a policy na interface de entrada do trafego no Switch.

# Criando as ACL para match no tráfego
!
acl number 3001 name MATCH_WWW
 rule permit tcp destination-port eq www
rule deny ip
! Selecionando o tráfego HTTP porta 80 como destino
!
acl number 3002 name MATCH_VOZ
rule permit ip source 10.248.0.0 0.0.255.255
rule deny ip
! Selecionando  a rede de Telefonia IP
!
# Classificando o tráfego baseado nas ACL’s
!
traffic classifier MATCH_HTTP 
 if-match acl  3001
! Classificação do tráfego da ACL  MATCH_WWW
!
traffic classifier MATCH_VOIP 
if-match acl  3002
! Classificação do tráfego da ACL MATCH_VOZ
!
#  Criando os Behavior’s para futura marcação
!
traffic behavior HTTP_MARK_CS3
remark  dscp  24
! Criando o behavior para a marcação com o dscp 24 (CS3)
!
traffic behavior VOIP_MARK_EF
remark  dscp  46
! Criando o behavior para a marcação com o dscp 46 (EF)
!
# Criando a policy para o vinculo da classificação (classifier)
! com o comportamento (behavior)
!
qos policy QOS_MARK_ONLY
classifier MATCH_HTTP  behavior HTTP_MARK_CS3
classifier MATCH_VOIP  behavior VOIP_MARK_EF
!
# Vinculando a policy para a Interface  de entrada do tráfego
interface Ethernet1/0/1
 port link-mode bridge
 qos apply policy QOS_MARK_ONLY inbound
!

Local Precedence e Mapping Table

Com os dados já marcados (pelo Switch, ou não) é possível tratar o encaminhamento de pacotes com diversas técnicas de enfileiramento como Priority Queue, Weight Round –Robin, Weight Fair Queue, etc. Há também a possíbilidade de configurar o descarte de pacotes por amostra ou prioridade para descarte (drop) para evitar o congestionamento de uma interface.

A tabela “Mapping Table” nos Switches 3Com/H3C/HPN com o Sistema Operacional Comware 5 permite a visualização de qual fila (do total de 8 filas do Switch) o Switch encaminhará o pacote marcado. A tabela também demonstra qual será o mapeamento  em caso de troca de marcação de um valor para outro, por exemplo, Cos para DSCP.

Já a fila local do Switch para onde serão encaminhados os pacotes marcados é chamada de “Local Precedence”.

Para visualizar o mapeamento digite display qos map-table

<4800G>display qos map-table
! Comando digitado em um Switch 3Com 4800G
MAP-TABLE NAME: dot1p-lp   TYPE: pre-define
IMPORT  :  EXPORT
0    :    2
1    :    0
2    :    1
3    :    3
4    :    4
5    :    5
6    :    6
7    :    7
< saída omitida>

Caso seja necessário a troca da fila de saída para um determinado tráfego marcado é possível trocar via comando qos map table. No exemplo abaixo é vizualizamos que a marcação DSCP 24 está na fila  local-precedence 3 do Switch, então faremos na seguida o mapeamento local no Switch para que a marcação citada faça parte da fila 2.

[Switch]display qos map-table | begin dscp-lp

MAP-TABLE NAME: dscp-lp   TYPE: pre-define
IMPORT  :  EXPORT
0    :    0
1    :    0
2    :    0
3    :    0
4    :    0
5    :    0
6    :    0
7    :    0
8    :    1
9    :    1
10    :    1
11    :    1
12    :    1
13    :    1
14    :    1
15    :    1
16    :    2
17    :    2
18    :    2
19    :    2
20    :    2
21    :    2
22    :    2
23    :    2
24    :    3
<saida omitida>

# Configurando a mudança de fila para o valor DSCP 24
#
qos map-table dscp-lp
import 24 export 2
#

Agora você pode me perguntar: “-  Ah, mas após  a marcação e também a alteração da fila local do Switch, como podemos usar isso na prática?”

Simples, podemos usar qualquer algoritimo de enfileiramento  para determinar as prioridades ou garantia de banda. No exemplo abaixo, faremos a garantia de banda de 10Mb para a fila 2 em caso de congestionamento na interface usando o algoritmo WFQ  

interface Ethernet1/0/1
 description INTERFACE_OUTBOUND_INTERNET
 qos wfq 
 qos bandwidth queue 2 min 10240
 qos bandwidth queue 5 min 4096
#

O tráfego marcado com EF (DSCP 46) já está mapeado por padrão pelo Switch na fila 5 e terá a garantia de 4Mb de banda. O tráfego não marcado ( geralmente mapeado para a fila zero) utilizará o restante da banda, mas não terá a garantia de reserva.

Apesar de ser apenas um exemplo ilustrativo, outros modelos de enfileiramento poderão ser usados como SP (LLQ) para tráfego de Voz, etc.

Obs: em diversos cenários a marcação poderá ser feito no Switch e o enfileiramento no Roteador, tudo dependerá dos seus equipamentos e a maneira como você deseja aplicar a qualidade de serviço na sua rede.

Até logo!

Comware: Utilizando sub-interfaces nos Rotadores HP

A utilização de sub-interfaces em Roteadores permite a multiplexação/divisão de um único link físico em múltiplos links lógicos.

Como exemplo nos cenários abaixo, o Roteador poderá atuar tanto como Gateway para roteamento entre as VLANs X e Y no cenário A para casos em que o Roteador possua possua poucas portas disponíveis, por exemplo; como também em casos para rotear pacotes sem que as redes X e Y tenham acesso uma a outra com a utilização de VRFs , chamadas de VPN-Instance nos Roteadores HPN ( para o cenário B).

Para configurar uam sub-interface em um Roteador 8800, utilize o “.”(ponto) + o id da VLAN após o numero indicativo da porta em uma interface no modo routed.

[Roteador]interface Ten-GigabitEthernet 2/1/1.?

#

Segue um exemplo da configuração para o cenário A

interface Ten-GigabitEthernet 2/1/1.30
description VLAN_X
ip adress 192.168.20.1 255.255.255.0
quit
#
interface Ten-GigabitEthernet 2/1/1.31
description VLAN_Y
ip adress 192.168.30.1 255.255.255.0
quit
#

Em alguns modelos de Roteadores como a Serie 6600 será necessário configurar o VLAN ID, com a configuração do vlan-type dot1q vid [id da vlan] dentro da sub-interface, isto em razão do SO do Roteador não entender que é explicito o ID da VLAN no número da sub-interface. Roteadores Cisco funcionam da mesma forma.

interface Ten-GigabitEthernet 2/1/1.30
description VLAN_X
ip adress 192.168.20.1 255.255.255.0
vlan-type dot1q vid 30
quit
#
interface Ten-GigabitEthernet 2/1/1.31
description VLAN_Y
ip adress 192.168.30.1 255.255.255.0
vlan-type dot1q vid 31
quit
#

… então como as sub-interfaces estão diretamente conectadas, as rotas são adicionadas à tabela de roteamento, o equipamento fará  o roteamento de pacotes.

Já para o segundo cenário, a mesma configuração é válida, bastando apenas configurar a sub-interface com a configuração da vpn-instance antes de configurar o endereço IP.

#Criando a VRF para o cliente X
ip vpn-instance clientex
 route-distinguisher 65000:1
 vpn-target 65000:1 export-extcommunity
 vpn-target 65000:1 import-extcommunity
#
#Criando a VRF para o cliente Y
ip vpn-instance clientey
 route-distinguisher 65000:2
 vpn-target 65000:2 export-extcommunity
 vpn-target 65000:2 import-extcommunity
#
interface Ten-GigabitEthernet 2/1/1.30
description 
ip binding vpn-instance clientex
ip adress 192.168.20.1 255.255.255.0
quit
#
interface Ten-GigabitEthernet 2/1/1.31
description VLAN_Y
ip binding vpn-instance clientey
ip adress 192.168.30.1 255.255.255.0
quit
#
# as configurações do compartimento WAN de cada VRF foram omitidas
#

 obs: Uma rede não será roteada para outra a menos que estejam na mesma VRF.

Já para a configuração do Switch basta apenas configurar a interface como trunk permitindo as vlans correspondente. Se o Roteador for da Serie 6600 a configuração vlan-type dot1q vid … também será necessária (para o segundo cenário).

Um grande abraço

Reset de Senha: Switches 3Com, HPN e H3C

Há diversas situações em que o Eng. de Rede necessita administrar uma rede (ou alguns velhos Switches), em cenários que não possui a senha para acesso console, telnet ou SSH do equipamento.

O procedimento abaixo serve para permitir  o acesso à administração do Switch configurando o equipamento para que antes do processo de boot, pule o arquivo de configuração na inicialização….
 
Obs: Pode haver uma pequena variação no processo, o que pode não atender a todos os modelos, geralmente os modelos com o Ssistema Operacional Comware versão 3 ou 5 suportam o procedimento abaixo.
 

Procedimento

Consiga um acesso via Console ao Switch. Reinicie o equipamento e  digite “Crtl + B” quando o Switch exibir a mensagem na inicialização…

Digite a senha em branco ( se ninguém alterou [pressione Enter no teclado] ) e você cairá na tela abaixo:

BOOT MENU

1. Download application file to flash
2. Select application file to boot
3. Display all files in flash
4. Delete file from flash
5. Modify BootRom password
6. Enter BootRom upgrade menu
7. Skip current system configuration
8. Set BootRom password recovery
9. Set switch startup mode
0. Reboot

…escolha a opção 7, confirme e reinicie o Switch.

No próximo passo, o equipamento inicializará sem a configuração anterior. Digite no <user-view> more nomedoarquivo.cfg, verifique se a senha está cifrada. Se não estiver cifrada… pronto, tudo resolvido! Se estiver cifrada, basta copiar toda a configuração em um TXT e colar no Switch criando um novo usuário. Após salvar, o arquivo anterior será sobrescrito.
 
Obs: Após todo o procedimento ser efetuado, vá novamente a tela do botrom (Crtl + B ) escolha a opção 7 e negue a opção ( para o Switch não pular o arquivo de configuração sempre que reiniciar).
 
Se o seu Switch possuir um procedimento diferente do listado aqui, se possível, escreva o “how to” nos comentários ..

Seja cauteloso e Boa Sorte!

Configurando IRF em Roteadores HP MSR

Os novos Roteadores MSR da HP possuem suporte para a configuração em IRF. O IRF é uma tecnologia que permite transformarmos diversos Switches ou Roteadores físicos em um único equipamento lógico. Todos os equipamentos serão visualizados como uma única “caixa”, aumentando a disponibilidade da rede.

A recomendação é efetuar o IRF com equipamentos da mesma família e modelo, mas há dispositivos que suportam equipamento da mesma família, mas com diferentes modelos. É bom pesquisar caso a caso.

O cenário abaixo foi construído utilizando o simulador HCL utilizando 2 Roteadores em IRF conectando um Router-Aggregation com um Switch 5820.

Configurando o IRF

Segue abaixo o passo-a-passo da configuração:

1º altere o irf-member ID do segundo Roteador (por padrão o member ID é 1) e o priority de cada equipamento para eleição do Master (vence o maior valor).

R1
<ROUTER>system
[ROUTER]irf priority 31

R2
<ROUTER>system
[ROUTER]irf member 2
[ROUTER]irf priority 30

Configurando as IRF-port

R1
[ROUTER]irf-port 1
[ROUTER-irf-port1]port group interface GigabitEthernet 0/0
[ROUTER-irf-port1]quit

R2
[ROUTER]irf-port 2
[ROUTER-irf-port2]port group interface GigabitEthernet 0/0
[ROUTER-irf-port2]quit

Habilitando o IRF

R1
[ROUTER]chassis convert mode irf
The device will switch to IRF mode and reboot.
You are recommended to save the current running configuration and specify the configuration file for the next startup. Continue? [Y/N]:y
Do you want to convert the content of the next startup configuration file flash:/startup.cfg to make it available in IRF mode? [Y/N]:y
Now rebooting, please wait...

R2
[ROUTER]chassis convert mode irf
....

Comandos display

[ROUTER]display irf

MemberID   Role   Priority CPU-Mac       Description
*+1       Master 31       90eb-4082-0100 ---
2       Standby 30       94cc-d87d-0200 ---
--------------------------------------------------
* indicates the device is the master.
+ indicates the device through which the user logs in.
The Bridge MAC of the IRF is: 90eb-4082-0100
Auto upgrade               : yes
Mac persistent             : 6 min
Domain ID                   : 0
Auto merge                 : yes

 

[ROUTER]display irf configuration
MemberID NewID   IRF-Port1                    IRF-Port2
1       1       GigabitEthernet1/0/0         disable
2       2       disable                       GigabitEthernet2/0/0

 

Configurando o Router-Aggregation nos MSRs em IRF

[ROUTER]interface Route-Aggregation 1
[ROUTER-Route-Aggregation1]link-aggregation mode dynamic
[ROUTER-Route-Aggregation1]ipv6 address 2001:db8:1234::a 64
[ROUTER-Route-Aggregation1]disp this

#
interface Route-Aggregation1
link-aggregation mode dynamic
ipv6 address 2001:DB8:1234::A/64
#
return
[ROUTER-Route-Aggregation1]quit

[ROUTER]interface GigabitEthernet 1/0/1
[ROUTER-GigabitEthernet1/0/1]port link-aggregation group 1
[ROUTER-GigabitEthernet1/0/1]interface GigabitEthernet 2/0/1
[ROUTER-GigabitEthernet2/0/1]port link-aggregation group 1
[ROUTER-GigabitEthernet2/0/1]end

Configuração do Switch

#
interface Bridge-Aggregation1
link-aggregation mode dynamic
#
#
interface GigabitEthernet1/0/1
port link-mode bridge
combo enable fiber
port link-aggregation group 1
#
interface GigabitEthernet1/0/2
port link-mode bridge
combo enable fiber
port link-aggregation group 1
#
interface Vlan-interface1
ipv6 address 2001:DB8:1234::B/64
#
[Router]disp link-aggregation verbose
Loadsharing Type: Shar -- Loadsharing, NonS -- Non-Loadsharing
Port Status: S -- Selected, U -- Unselected, I – Individual
Flags: A -- LACP_Activity, B -- LACP_Timeout, C -- Aggregation,
D -- Synchronization, E -- Collecting, F -- Distributing,
G -- Defaulted, H -- Expired

Aggregate Interface: Route-Aggregation1
Aggregation Mode: Dynamic
Loadsharing Type: Shar
System ID: 0x8000, 90eb-4082-0100

Local:
Port             Status Priority Oper-Key Flag
--------------------------------------------------------------------------------
GE1/0/1         S       32768   1        {ACDEF}
GE2/0/1         S       32768   1         {ACDEF}
Remote:
Actor           Partner Priority Oper-Key SystemID               Flag
--------------------------------------------------------------------------------
GE1/0/1         3       32768   1         0x8000, 94de-65c3-0300 {ACDEF}
GE2/0/1         2       32768   1         0x8000, 94de-65c3-0300 {ACDEF}

 

[Router]ping ipv6 2001:db8:1234::b
Ping6(56 data bytes) 2001:DB8:1234::A --> 2001:DB8:1234::B, press CTRL_C to break
56 bytes from 2001:DB8:1234::B, icmp_seq=0 hlim=64 time=2.000 ms
56 bytes from 2001:DB8:1234::B, icmp_seq=1 hlim=64 time=1.000 ms
56 bytes from 2001:DB8:1234::B, icmp_seq=2 hlim=64 time=0.000 ms
56 bytes from 2001:DB8:1234::B, icmp_seq=3 hlim=64 time=1.000 ms
56 bytes from 2001:DB8:1234::B, icmp_seq=4 hlim=64 time=1.000 ms

--- Ping6 statistics for 2001:db8:1234::b ---
5 packets transmitted, 5 packets received, 0.0% packet loss
round-trip min/avg/max/std-dev = 0.000/1.000/2.000/0.632 ms
[Router]%Jan 26 13:40:07:783 2016 Router PING/6/PING_STATISTICS: Ping6 statistics for
2001:db8:1234::b: 5 packets transmitted, 5 packets received, 0.0% packet loss, round-trip
min/avg/max/std-dev = 0.000/1.000/2.000/0.632 ms.

Até logo

Comware7: Template para IPv6 Prefix-list

Um prefixo ‘bogon’ é uma rota que nunca deve aparecer na tabela de roteamento da Internet. Um pacote roteado pela Internet pública nunca deve ter um endereço de origem em um intervalo ‘bogon'(não incluindo VPNs ou outros tipos túneis). Estes são geralmente encontrados como  endereços de origem de ataques DDoS.

A equipe 6Bogon mantém recomendações atualizadas para Filtro de Pacotes e para Filtro de rotas IPv6 para xSP, descrevendo as recomendações para filtragem de pacotes e filtragem de rotas para uso em roteadores de borda que falam IPv6 em/com xSPs.

Roteadores utilizam prefix-list para filtro de rotas em processos de roteamento, como por exemplo, o protocolo BGP. Uma vez que a prefix-list é criada, ela é utilizada no processo para filtrar as rotas aprendidas ou ensinada a um roteador par.

Voltando aos ‘bogons’, há a seguinte sugestão de prefixos que devem ser permitidos em uma tabela de roteamento IPv6 para o Comware7:

ipv6 prefix-list global-routes deny   2001:0DB8:: 32 less-equal 128
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:0200:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:0400:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:0600:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:0800:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:0A00:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:0C00:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:0E00:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:1200:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:1400:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:1600:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:1800:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:1A00:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:1C00:: 22 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:2000:: 20 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:3000:: 21 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:3800:: 22 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:4000:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:4200:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:4400:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:4600:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:4800:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:4A00:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:4C00:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:5000:: 20 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:8000:: 19 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:A000:: 20 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:B000:: 20 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2002:0000:: 16 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2003:0000:: 18 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2400:0000:: 12 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2600:0000:: 12 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2610:0000:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2620:0000:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2800:0000:: 12 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2A00:0000:: 12 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2C00:0000:: 12 le 64

Referência

http://www.team-cymru.org/ipv6-router-reference.html
http://www.team-cymru.org/Reading-Room/Templates/IPv6Routers/xsp-recommendations.txt

Vídeo: Comware – Tabela de Roteamento

A tabela de roteamento possui registro dos destinos para encaminhamento dos pacotes. As rotas  podem ser aprendidas manualmente (rotas estáticas ou redes diretamente conectadas) e dinamicamente (aprendidos via protocolo de roteamento dinâmico como OSPF, BGP,etc).

Nesse vídeo faremos uma breve descrição do funcionamento, aprendizado e escolha das rotas por um Roteador.

Comware 7 – BGP Community

O atributo do BGP community é utilizado como para marcação para um determinado grupo de rotas. Provedores de Serviço utilizam essas marcações para aplicar políticas de roteamento específicas em suas redes, como por exemplo, alterando o Local Preference, MED, etc. O atributo simplifica a configuração das políticas de roteamento, gerenciamento e manutenção.

Os ISP’s podem também estabelecem um mapeamento de community com o cliente ou com outro provedor para que sejam aplicadas regras de roteamento.

O recebimento e envio de communities BGP em Roteadores HP necessitam da configuração explicita do comando advertise-community. No exemplo abaixo, segue a configuração de um peer BGP em um roteador com o Comware 7:

bgp 65500
 group AS65500 internal
 peer AS65500 connect-interface LoopBack1
 peer 192.168.2.2 group AS65500
 #
 address-family ipv4 unicast
  peer AS65500 enable
  peer AS65500 advertise-community
#

O atributo community é opcional e transitivo (optional transitive) de tamanho variável. O atributo consiste em um conjunto de 4 octetos ou um número de 32 bits que específica uma community. A representação de uma community BGP é geralmente feita no formato AA:NN onde o AA é o Autonomous System (AS) e o NN é o número da community.

Algumas communities tem significados pré-definidos como:

  • NO_EXPORT (0xFFFFFF01)
  • NO_ADVERTISE (0xFFFFFF02)
  • NO_EXPORT_SUBCONFED (0xFFFFFF03)

-A community  NO_EXPORT  diz ao roteador que ele deve  propagar os prefixos somente dentro de peers iBGP e que não deve propagar esses prefixos para roteadores pares eBGP.

-A community NO_EXPORT_SUBCONFED possui as mesmas funcionalidades do NO_EXPORT dentro de cenários com confederation.

-A community NO_ADVERTISE  diz ao roteador que ele não deve anunciar o prefixo para nenhum peer BGP.

Abaixo, deixamos um exemplo de configuração utilizando a community NO_EXPORT e o output:

R1	
#
 ip prefix-list COMM_iBGP index 10 permit 192.168.11.0 24
#
route-policy SET_COMM permit node 5
 if-match ip address prefix-list COMM_iBGP
 apply community no-export
#
route-policy SET_COMM permit node 65535
#
#
bgp 65500
 group AS65500 internal
 peer AS65500 connect-interface LoopBack1
 peer 192.168.2.2 group AS65500
 #
 address-family ipv4 unicast
  network 192.168.11.0 255.255.255.0
  network 192.168.111.0 255.255.255.0
  peer AS65500 enable
  peer AS65500 route-policy SET_COMM export
  peer AS65500 advertise-community
#

Verificando no Roteador R2 a marcação enviada por R1 para o prefixo 192.168.11.0/24 :

[R2]display bgp routing-table ipv4 192.168.11.0
 BGP local router ID: 192.168.22.2
 Local AS number: 65500
 Paths:   1 available, 1 best
 BGP routing table information of 192.168.11.0/24:
 From            : 192.168.1.1 (192.168.11.1)
 Rely nexthop    : 192.168.12.1
 Original nexthop: 192.168.1.1
 OutLabel        : NULL
 Community       : No-Export
 AS-path         : (null)
 Origin          : igp
 Attribute value : MED 0, localpref 100, pref-val 0
 State           : valid, internal, best
 IP precedence   : N/A
 QoS local ID    : N/A
 Traffic index   : N/A

Configurando os valores manualmente…

Um prefixo pode também participar de mais de uma community e com isso um roteador pode tomar uma ação em relação ao prefixo baseado em uma (algumas) ou todas as communities associadas ao prefixo. O roteador tem a opção de manter, adicionar ou modificar o atributo antes de passar para os outros roteadores.

#
 ip prefix-list COMM_eBGP index 10 permit 192.168.111.0 24
 ip prefix-list COMM_iBGP index 10 permit 192.168.11.0 24
#
route-policy SET_COMM permit node 5
 if-match ip address prefix-list COMM_iBGP
 apply community no-export
#
route-policy SET_COMM permit node 10
 if-match ip address prefix-list COMM_eBGP
 apply community 65500:90
#
route-policy SET_COMM permit node 65535
#
bgp 65500
 group AS65500 internal
 peer AS65500 connect-interface LoopBack1
 peer 192.168.2.2 group AS65500
 #
 address-family ipv4 unicast
  network 192.168.11.0 255.255.255.0
  network 192.168.111.0 255.255.255.0
  peer AS65500 enable
  peer AS65500 route-policy SET_COMM export
  peer AS65500 advertise-community
#

Verificando a marcação enviada por R1 do prefixo 192.168.111.0/24:

[R4] display bgp routing-table ipv4 192.168.111.0
 BGP local router ID: 192.168.44.4
 Local AS number: 65507
 Paths:   1 available, 1 best
 BGP routing table information of 192.168.111.0/24:
 From            : 192.168.24.2 (192.168.22.2)
 Rely nexthop    : 192.168.24.2
 Original nexthop: 192.168.24.2
 OutLabel        : NULL
 Community       : <65500:90>
 AS-path         : 65500
 Origin          : igp
 Attribute value : pref-val 0
 State           : valid, external, best
 IP precedence   : N/A
 QoS local ID    : N/A
 Traffic index   : N/A

Em resumo, as operadoras utilizam communities BGP para manipulação de grande quantidade de prefixos para fins de políticas de roteamento, blackhole, etc. Grandes corporações também as utilizam para identificação de rotas de empresas filiais, rotas aprendidas em fusões com outras empresas,  políticas de roteamento, redes de serviço e mais.

Referências

http://babarata.blogspot.com.br/2010/05/bgp-atributo-community.html

http://www.noction.com/blog/understanding_bgp_communities

Vídeo: Comware VRRP com Track de Interface

O VRRP (Virtual Router Redundancy Protocol) permite a utilização de um endereço IP virtual em diferentes Switches/Roteadores. O funcionamento do VRRP é bem simples, dois ou mais dispositivos são configurados com o protocolo para troca de mensagens e então, o processo elege um equipamento MASTER e um ou mais como BACKUP.

Em caso de falha do Roteador VRRP Master o Roteador VRRP Backup assumirá rapidamente a função e o processo ocorrerá transparente para os usuários da rede.

Há também cenários que o roteador Master do VRRP continua ativo, mas não consegue encaminhar os pacotes devido a interface saída (como para a Internet por exemplo) cair. Podemos então fazer o track para o processo VRRP monitorar algum objeto, que pode ser o estado da interface( UP ou down), pingar determinado site, teste de conexão telnet e etc; e dessa forma reduzir a prioridade VRRP baseando-se em uma condição.