Vídeo: Switches ArubaOS – VRRP

VRRP (Virtual Router Redundancy Protocol) permite a utilização de um endereço IP virtual em diferentes Switches/Roteadores. O funcionamento do VRRP é bem simples, dois ou mais dispositivos são configurados com o protocolo para troca de mensagens e então, o processo elege um equipamento MASTER e um ou mais como BACKUP.

Em caso de falha do Roteador VRRP Master o Roteador VRRP Backup assumirá rapidamente a função e o processo ocorrerá transparente para os usuários da rede.

Comware – Configurando o 802.1x

O IEEE 802.1X (também chamado de dot1x) é um padrão IEEE RFC 3748 para controle de acesso à rede. Ele prove um mecanismo de autenticação para hosts que desejam conectar-se a um Switch ou Access Point, por exemplo. A funcionalidade é também bastante poderosa para vínculo de VLANs, VLANs Guest e ACL’s dinâmicas. Essas informações são enviadas durante o processo de autenticação utilizando o RADIUS como servidor. As funcionalidades do 802.1x permitem por exemplo, que caso um computador não autentique na rede, a máquina seja redirecionada para uma rede de visitantes etc.

O padrão 802.1x descreve como as mensagens EAP são encaminhadas entre um suplicante (dispositivo final, como uma máquina de um usuário) e o autenticador (Switch ou Access Point), e entre o autenticador e o servidor de autenticação. O autenticador encaminha as informações EAP para o servidor de autenticação pelo protocolo RADIUS.

Uma das vantagens da arquitetura EAP é a sua flexibilidade. O protocolo EAP é utilizado para selecionar o mecanismo de autenticação. O protocolo 802.1x é chamado de encapsulamento EAP over LAN (EAPOL). Atualmente ele é definido para redes Ethernet, incluindo o padrão 802.11 para LANs sem fios.

Os dispositivos que compõem a topologia para o funcionamento do padrão 802.1x são:

Suplicante (Supplicant): um suplicante pode ser um host com suporte a 802.1x com software cliente para autenticação, um telefone IP com software com suporte a 802.1x etc.

Autenticador (Authenticator): Dispositivo (geralmente o Switch, AP, etc) no meio do caminho que efetua a interface entre o Autenticador e o Suplicante. O autenticador funciona como um proxy para fazer o relay da informação entre o suplicante e o servidor de autenticação. O Switch recebe a informação de identidade do suplicante via frame EAPoL (EAP over LAN) que é então verificado e encapsulado pelo protocolo RADIUS e encaminhado para o servidor de autenticação. Os frames EAP não são modificados ou examinados durante o encapsulamento. Já quando o Switch recebe a mensagem do RADIUS do Servidor de autenticação, o cabeçalho RADIUS é removido, e o frame EAP é encapsulado no formato 802.1x e encaminhado de volta ao cliente.

Servidor de Autenticação (Authentication Server): O Servidor RADIUS é responsável pelas mensagens de permissão ou negação após validação do usuário. Durante o processo de autenticação o Authentication Server continua transparente para o cliente pois o suplicante comunica-se apenas com o authenticator. O protocolo RADIUS com as extensões EAP são somente suportados pelo servidor de autenticação.

  1. O suplicante envia uma mensagem start para o autenticador.
  2. O autenticador envia uma mensagem solicitando um login ao suplicante.
  3. O suplicante responde com o login com as credenciais do usuário ou do equipamento.
  4. O autenticador verifica o quadro EAPoL e encapsula-o no formato RADIUS, encaminhando posteriormente o quadro para o servidor RADIUS.
  5. O servidor verifica as credenciais do cliente e envia uma resposta ao autenticador com a aplicação das políticas.
  6. Baseado ne mensagem da resposta, o autenticador permite ou nega o acesso à rede para a porta do cliente.

Exemplo de Configuração em Switches HP baseados no Comware

Neste, post forneceremos apenas a configuração de um Switch HP com o Comware 5. As configurações do suplicante e do Servidor de autenticação devem ser verificadas na documentação dos seus respectivos SO.

Passo 1: Configure o servidor RADIUS 
radius scheme <nome do radius scheme>
primary authentication <ip do servidor> key <chave>
! Configure o IP do servidor RADIUS e a chave
user-name-format without-domain
! o formato do nome de usuário sem o envio do @dominio
nas-ip <endereço IP do Switch>
! O NAS-IP permite forçar o IP para as mensagens trocadas entre o Switch e RADIUS
quit

Passo 2: Configure o Domínio
domain <nome do domain>
authentication lan-access radius-scheme <nome do radius scheme>
authorization lan-access radius-scheme <nome do radius scheme>
! Configurando a autenticação e a autorização do acesso a LAN
quit

Passo 3: Configure o 802.1x globalmente no Switch
dot1x
dot1x authentication-method eap

Passo 4: Configure o dot1x nas portas do switch
interface GigabitEthernet 1/0/x
dot1x
! A porta utiliza o modo auto do 802.1x e solicita autenticação

Referências

CCNP Security SISAS 300-208 Official Cert Guide, Cisco Press 2015, Aaron Woland and Kevin Redmon
http://blog.ccna.com.br/2009/02/25/pr-o-que-e-8021x/
https://tools.ietf.org/html/rfc3748
http://certifiedgeek.weebly.com/blog/hp-comware-and-wired-8021x

Até logo!

Switches ArubaOS – Voice VLANs

A utilização de VLANs (Virtual Local Area Network) na rede local permite que uma rede física seja dividida em várias redes lógicas dentro de um Switch.

A utilização de uma VLAN especifica para voz permite a aplicação de diferentes politicas devido as necessidades do tráfego de voz, como por exemplo a implementação de QoS para esse serviço.

Nesse video comentamos o uso de voice vlan e do device profile em Switches ArubaOS.

Switches ArubaOS-CX: Configurando VLANs

A utilização de VLANs (Virtual Local Area Network) permite que a rede seja dividida em várias redes lógicas dentro de um switch.Uma vez que há a necessidade de separar o tráfego de cada departamento da sua empresa por VLANs, você deverá atribuir cada porta do switch para a VLAN correspondente. Geralmente a configuração de VLANs em switches divide as portas em 2 grupos: portas de acesso e portas de uplink.

Para a comunicação entre os switches da rede (portas de uplink), configure as interfaces como trunk com as suas respectivas VLANs permitidas.

Para comunicação dos hosts conectados ao switch, configure as interfaces como access em sua respectiva VLAN.

Exemplo de configuração de VLANs nas portas de uplink:

Interface 1/1/x   
    vlan trunk allowed [VLAN-LIST | all] 

Exemplo de configuração de VLANs nas portas de acesso:

Interface 1/1/x
  vlan access [VLAN-ID]

No exemplo abaixo, demonstramos a configuração do switch utilizando 2 VLANs na rede para segmentação das máquinas:

#ArubaCX1
vlan 1,3-4
!
interface 1/1/2
    vlan trunk native 1
    vlan trunk allowed 3-4
interface 1/1/3
    vlan access 3
interface 1/1/4
    vlan access 4
!
#ArubaCX2
vlan 1,3-4
!
interface 1/1/2
    vlan trunk native 1
    vlan trunk allowed 3-4
interface 1/1/3
    vlan access 3
interface 1/1/4
    vlan access 4
!

Dicas

Caso a porta apresente mensagem de erro durante a configuração da VLAN, como ‘Operation not allowed on an interface with routing enabled’, altere o modo de funcionamento da porta de L3 para L2 com o comando no routing.

ArubaCX1(config-if)# interface 1/1/11
ArubaCX2(config-if)# vlan access 4
Operation not allowed on an interface with routing enabled.
ArubaCX1(config-if)# no routing
ArubaCX2(config-if)# vlan access 4

Para validar a configuração das interfaces e VLAN, utilize os comandos show vlan e show interface brief, entre outros.

A configuração de vlan native é habilitada por default em todas as interfaces configuradas como trunk e ela indica para qual VLAN um quadro não-marcado com o ID da VLAN (untagged) será direcionado. Por padrão de mercado todos os pacotes não tagueados são direcionados para a VLAN 1 em uma porta trunk (uplink).

Comware7: Template para IPv6 Prefix-list

Um prefixo ‘bogon’ é uma rota que nunca deve aparecer na tabela de roteamento da Internet. Um pacote roteado pela Internet pública nunca deve ter um endereço de origem em um intervalo ‘bogon'(não incluindo VPNs ou outros tipos túneis). Estes são geralmente encontrados como  endereços de origem de ataques DDoS.

A equipe 6Bogon mantém recomendações atualizadas para Filtro de Pacotes e para Filtro de rotas IPv6 para xSP, descrevendo as recomendações para filtragem de pacotes e filtragem de rotas para uso em roteadores de borda que falam IPv6 em/com xSPs.

Roteadores utilizam prefix-list para filtro de rotas em processos de roteamento, como por exemplo, o protocolo BGP. Uma vez que a prefix-list é criada, ela é utilizada no processo para filtrar as rotas aprendidas ou ensinada a um roteador par.

Voltando aos ‘bogons’, há a seguinte sugestão de prefixos que devem ser permitidos em uma tabela de roteamento IPv6 para o Comware7:

ipv6 prefix-list global-routes deny   2001:0DB8:: 32 less-equal 128
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:0200:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:0400:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:0600:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:0800:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:0A00:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:0C00:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:0E00:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:1200:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:1400:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:1600:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:1800:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:1A00:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:1C00:: 22 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:2000:: 20 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:3000:: 21 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:3800:: 22 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:4000:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:4200:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:4400:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:4600:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:4800:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:4A00:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:4C00:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:5000:: 20 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:8000:: 19 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:A000:: 20 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2001:B000:: 20 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2002:0000:: 16 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2003:0000:: 18 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2400:0000:: 12 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2600:0000:: 12 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2610:0000:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2620:0000:: 23 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2800:0000:: 12 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2A00:0000:: 12 le 64
ipv6 prefix-list global-routes permit 2C00:0000:: 12 le 64

Referência

http://www.team-cymru.org/ipv6-router-reference.html
http://www.team-cymru.org/Reading-Room/Templates/IPv6Routers/xsp-recommendations.txt

Os desafios do Loop Guard em Switches HP, Officeconnect, ArubaOS, CX, Instant On

A interoperabilidade entre switches de diferentes fabricante é um desafio para os administradores de rede. As incorporações da indústria e as novas demandas tecnológicas trazem um desafio extra para aprender a gerenciar diferentes switches do mesmo fabricante. A funcionalidade Loop Guard do spanning-tree possui diferentes nomes entre diferentes sistemas operacionais e exigem uma leitura minuciosa dos guias de configuração dos fabricantes para cada modelo de Switch e seus novos releases.

Nesse vídeo fazemos a comparação do Loop Guard e as pequenas variações de nome para a mesma funcionalidades em Switches do fabricante HP/Aruba:

HP 1910 – Loop Protection https://support.hpe.com/hpesc/public/docDisplay?docId=emr_na-c02965327
HP 1920 – Loop Protection https://support.hpe.com/hpesc/public/docDisplay?docLocale=en_US&docId=c04463799
HP 1920S- Loop Guard https://oss.arubase.club/wp-content/uploads/2019/09/HPE-OfficeConnect-1920S-Configuration-Guide.pdf
ArubaOS – Loop-guard https://techhub.hpe.com/eginfolib/networking/docs/switches/WB/15-18/5998-8156_wb_2926_atmg/content/ch05s08.html
ArubaCX – Loop-guard https://www.arubanetworks.com/techdocs/AOS-CX/10.08/HTML/l2_bridging_4100i-6000-6100-6200/Content/Chp_stp/mstp_cmds/spa-tre-loo-gua.htm
Comware – loop-protection https://support.hpe.com/hpesc/public/docDisplay?docLocale=en_US&docId=a00041113en_us